O grande problema desses romances tão lindos que são contados em livros e filmes é isso, eles não acontecem de verdade, só por trás das câmeras, na imaginação de quem escreve. Fantasias mostradas à sociedade, uma jogada de marketing, que são usadas para iludir pobres garotas que choram e vibram a cada acontecimento. Desde pequenas, principalmente nós meninas, vemos histórias de princesas encantadas, fadas madrinhas, bruxas e outras fantasias mais, acreditamos nelas e quando crescemos vimos que na realidade não acontece nada disso. A sociedade tenta nos persuadir com suas historinhas de que devemos esperar por nossos príncipes encantados que irão chegar montados em seus cavalos brancos magníficos, que irão nos salvar de qualquer perigo e que iremos viver felizes para sempre felizes para sempre. Nos colocam que o mal é sempre vencido pelo amor, e que os mocinhos no final, saem sempre vitoriosos, com tudo o que sempre sonharam. Mas na prática não é bem assim. São nos passados padrões de perfeição que são idolatrados pela sociedade e que fazem a muitas pessoas se sentirem mal por não se enquadrarem nele. Os príncipes viraram sapos asquerosos, mentirosos, que só nos machucam. Os vilões parecem vencer, e o amor fica lá, tímido guardado em um baú em um quarto escuro. Os finais acontecem sempre, mas nunca são felizes e as fadas, algumas fadas são somente… bruxas disfarçadas. E nós paramos de acreditar nessas histórias encantadas no exato momento em que entram em nossas vidas os príncipes, esses que aparentemente tem boa índole. Não mais em seus cavalos, mas em motos e carros, algumas vezes de marca. E são esses os piores. Até que um belo dia, os príncipes que até então eram perfeitos para nós, viram aqueles asquerosos e mentirosos sapos que nos machucam, nos ferem, nos fazem chorar. E é a partir daí, da forma mais trágica, tudo que vimos em nossa infância é nos tirado brutalmente. Passamos a acreditar agora em bruxas, passamos a acreditar em não mais histórias de amor, mas sim em histórias de terror, com gritos, choros e sofrimentos. E então, aquelas ingênuas meninas, pequenas princesas, que esperavam por seus príncipes encantados, em seus lindos cavalos, têm seus pobres coraçõezinhos quebrados e ficam frias. Não acreditam em mais nada, nem em ninguém. Passam a acreditar que o amor verdadeiro só acontece nos filmes e que a vida real é cercada de sofrimento, dor, mentira, padrões e julgamentos infames. (av)
“Um brinde a todas as mulheres que já quebraram a unha e não gritaram de dor. A toda mulher que já enfincou o pé em um sapato que lhe roía os dedos, porém ficou com ele uma festa toda. Um brinde a todas aquelas que já suportaram a tentação de não atender a ligação de um idiota ou de responder uma mensagem, a todas aquelas que ainda tem coragem de acordar na manhã seguinte depois de uma noite de lágrimas. Um brinde a todas aquelas que deixaram de comer um docinho por pura vaidade, por obsessão a magreza. A todas aquelas que guardaram a dor nos bolsos e foi ajudar a de uma amiga. Um brinde à aquelas que amam a si própria e aquelas que amam além de si, um canalha. Um brinde as que iludiram e machucaram e um também a aquelas que foram feridas e pisadas. Um brinde a aquelas que perdem a hora na farra e aquelas que choram até pegar no sono. Um brinde as mulheres fortes e as que se denominam fracas, a santinha e a fogosa, a que tem um sorriso meigo e a que tem um sorriso sarcástico. Um brinde à mulher que provoca e não resiste e vice-versa. Um brinde a mulher bipolar e a que tem fogo no cu. Um brinde a todas as mulheres, sejam elas meninas ou não. Um brinde em especial para todas aquelas que acima de tudo, acima de um sutiã furado um salto apertado, um tênis surrado, uma maquiagem borrada, um batom de piri-guete, acima da saia curta, do jeans rasgado, da unha quebrada, do esmalte comido, acima do filme preferido, da melhor amiga, de um babaca, de um pijama velho, de uma calcinha bege que mais parece da avó, acima daquelas que escondem as lágrimas por trás de um sorriso, que mesmo sozinhas ou acompanhadas, um brinde especial a todas aquelas mulheres que se valorizam e em vez de abrir as pernas, abrem a mente. Um brinde a toda mulher, que é mulher com M maiúsculo.“ — Ana Luísa, (metafora-s)
(Source: metafora-s)
“Saudade. Essa é uma das poucas palavras que não gosto. Eu odeio sentir saudade, é horrível, é como você querer algo que não pode ter e, isso machuca demais. Eu não queria sentir saudades de nada nem de ninguém, muito menos de você. Juro que tento não pensar, não amar, não sentir, mas é tudo em vão, a saudade é bem maior do que todas as minha tentativas de te esquecer. Ela meio que me corroí por dentro, algo assim, não sei explicar, sou péssima para isso. Não só para isso, afinal, sou péssima em tudo o que faço e não, não é draminha ou coisas do tipo. Eu olho para qualquer coisa que envolveu nós dois, e me lembro de você. É automático isso. Nós, não sei porque ainda insisto tanto pra ele existir, pois eu querendo ou não, isso nunca vai acontecer. Talvez possa até acontecer, mas é melhor pensar mais no lado negativo. Porque se ter errado você já estava ciente disso e, talvez possa te ferir menos, sei lá. Está tudo muito confuso aqui dentro, eu me sinto um nada, entende? Não, eu sei. Você não entende porque o que falta é justamente você. Sinto falta daquilo que nunca tive. Ultimamente tenho me ferido com palavras, vindas de você, ou de qualquer um. Quando vejo você falando com qualquer menina, penso que não sou nada. E essa é realmente a verdade. Para você, eu só sou mais uma delas. Só mais uma dessas que você acha lindo “dar mole”. Sinceramente, às vezes fico tentando te esquecer, ou talvez tentar te tirar de mim, mas não consigo. É inevitável não se apaixonar por você. Acho tudo isso muito ridículo da minha parte, gostar tanto de uma pessoa que nunca vai dar a mínima para você. O pior, é que eu não gosto, eu amo. Tudo que eu sinto, é muito forte, não dá pra ser nada em meio-termo. Ou eu odeio, ou eu amo. Ou eu prefiro preto, ou eu prefiro branco. Sou dessas meninas que quando se decide, luta até o fim para conquistar. E pode ter certeza, que eu vou fazer de tudo, para conseguir você comigo. Nem que eu tenha que passar por um milhão de meninas, ou um milhão de barreiras, um dia eu chego.” Clara e Marina (mentes-expostas)
“Wake up, it’s time, little girl. Wake up”. A voz rouca e agradável do cantor resoava em meus ouvidos, a melodia perfeita para o meu estado. E enquanto isso eu apertava os olhos até que se formassem rugas prematuras em meu rosto. Eu sabia que era hora de acordar. Sabia disso há muito tempo. Mas eu sempre fui adiando, fui pedindo mais 5 minutos sem perceber que estava fazendo isso comigo mesma. Não havia ninguém esperando que eu despertasse da minha ilusão, não havia a vida de braços abertos explodindo todos os meus problemas. Havia eu com os fones no último volume, mágoas antigas na mente, uma auto-estima fraca e débil, quase esfolada viva. Eu estava confusa, só tinha certeza disso. Eu parei de aproveitar o sol e de olhar pela janela, me afastei abruptamente de todos e deixei de me importar comigo mesma. Importar cansa, ufa, e como cansa. Quando se carrega uma mochila cheia de dúvidas e fragmentos pesa ainda mais. Mas ninguém além de mim mesma poderia se importar, e é por isso que quando a situação aperta eu prendo o ar, deixo uma folga mínima. Tento não pensar no futuro porque realmente desespera. Tento pensar que no final vai ser só o começo. O tão esperado começo da minha felicidade. Depois de muito cair e ralar o joelho, eu digo para mim mesma que vou ser feliz. Vou pagar muitos micos, vou quebrar a cara, chorar no banheiro do trabalho, levar bronca do chefe, esperar o rapaz que eu conheci na lanchonete ligar e no fim do dia ir dormir amarga. Mas vou ser feliz. Isso nunca vai acabar… Mas um dia eu vou finalmente levantar da cama, e vou notar que já aprendi o suficiente para ser laçar a fellicidade. Não a felicidade de tomar sorvete, ou de ganhar um presente. Não sei, faço errado em relacionar “ser feliz” com algo imenso? É que para mim é assim. Eu levo tanto tempo me questionando sobre o porquê de eu afastar as pessoas, e me torturo tanto sabendo o porquê e não podendo mudar. Me canso tanto com meu temperamento volúvel, custo a aceitar que isso nunca vai desaparecer de mim. Eu só quero pensar que há algo maior que tudo isso, reconfortante o bastante para me fazer seguir em frente. Estou tentando viver o hoje. E eu sei quais são os riscos, digo, de eu chegar lá na frente e perceber que a felicidade não era o que eu pensava. Eu já fiz isso uma vez. Mas eu só… Cansei. Cansei de correr atrás da felicidade, de me preocupar em morrer ou não sozinha, e de me perguntar sobre tudo. Ninguém liga, ninguém sabe do que eu passo, ou do que eu sinto. Eu só tenho que sorrir, e eles vão cair direitinho. Eu cansei de mim, e puta que pariu, eu sei. Eu sei que isso é loucura, que é sentar a bunda no fundo do poço. Mas eu também sei que ninguém mais se importaria comigo do jeito que eu me importo. Só por isso eu sigo em frente. Ai às vezes quando eu assisto uma comédia, ou converso com alguém que eu gosto muito, eu lembro que ainda têm essas poucas almas que se importam comigo também. E isso me reconforta mais um pouco. E amanhã eu posso acordar chorando outra vez, querendo acabar com tudo. Mas hoje eu só preciso aguentar mais um pouco, e aprender. Ninguém sabe dos meus problemas, ninguém quer realmente saber. Seria constrangedor e pesado alguém perguntar “tudo bem” e eu responder que não. Você aprende com essas coisas, aprende com os devaneios, com o peso da culpa, aprende consigo mesma. Amadurece, muda. Encontra novos meios para fazer isso, vê que ter agido daquele jeito foi completa burrice. Venho tentando aprender sem pesar. Arrependimento nunca fez bem. Eu já aprendi. Eu posso continuar deitada, adiando e pedindo mais 5 minutos. Isso não muda nada, isso não vai fazer ninguém me telefonar perguntanto o que aconteceu. O sol já vai ter nascido e depois vai chegar o crepúsculo. Se eu parar agora todas as outras pessoas continuaram em movimento. Eu não vou merecer conjecturas ou nada. Apenas indiferença, esquecimento quem sabe. Isso não faz com que eu me sinta melhor, ou mais fortalecida. Mas é bom para mim perceber que é hora de acordar. Um dia quem sabe eu me olhe no espelho e finalmente chore, mas chore tanto de ter que trocar a blusa depois. Mas chore de êxito e satisfação, com a alma lavada. Quem sabe um dia. Agora, eu preciso acordar. Juliana Nery (salt-rain)
Depois de passar por tanta coisa em tão poucos anos eu parei e pensei um pouco, talvez eu estivesse apenas exagerando nas tristezas, usando o drama em demasia, talvez não era pra ser assim, as pernas bambas, o coração na mão, as mãos ensanguentadas de carregar o pequeno coração destruído, eu sangrava só de pensar em amor, não sei bem o motivo, mas tal palavra me assustava muito mais do que a palavra “injeção”, na verdade, ao comparar as duas, amor conseguia ser umas cem vezes mais amedrontador, eu não queria ter sofrido tanto enquanto eu poderia ter deixado tudo de lado e ter vivido melhor meus doces anos que não voltaram mais, e nesse ponto a criança dentro de mim já está crescida para brincar com suas bonecas. Mais um ano completo, agora já somam quatorze outonos e nos últimos, eu venho achando que a vida é tão severa comigo, mas o que eu digo nada vale, afinal, o que todos pensam sobre mim é a mesma coisa, ainda dizem absurdos sobre mim e eu tento suportar tudo isso, toda essa bomba jogada pedaço por pedaço dia após dia, estou ficando mais velha e ainda assim, não consigo deixar de lado todas aquelas fantasias que ocupam a mente de uma criança, eu ainda sonho com um príncipe encantado e com um “viveram felizes para sempre”, mesmo sabendo que as coisas não são assim hoje em dia, mesmo sabendo que a única parte real de um conto é a antagonista, o mal propriamente dito, há aqueles que dizem que sonhar é bom, e que se você sonha muito, o sonho acaba se tornando real, mas o que me dizem de todos os finais felizes que já sonhei e mesmo assim, continuar aguentando raios e trovões? Na verdade, acho que daqui alguns anos eu estarei implorando para voltar na idade que estou atualmente, mas agora, somente uma coisa a mais eu queria, voltar no tempo, estou ficando mais velha a cada segundo e não estou aproveitando os melhores anos de minha vida, a época onde eu tenho tempo de sobra para fazer o que bem entender da vida. Esses tais desamores são passageiros, veja só agora, eu até que estou ficando bem… Não, devo parar com isso, eu não estou ficando bem, eu já estou bem, muito bem
Infelizmente não vivemos em um filme onde tudo dá errado mas temos a certeza de que no final tudo vai ficar bem. Você vai chorar, se decepcionar, cair de cara no chão e chegar no fundo do poço. Isso faz parte de quem somos, isso faz parte da construção da sua força. Dar a volta por cima não é tão fácil quando se está embaixo. Não vou dizer para vocês aquelas frases clichês que estão tão acostumadas a ouvir. “Ah, passado é passado. Viva o presente!”, “Ele não te merecia”, “O tempo apaga”. Frases clichês não servem de conforto para um coração partido. Um coração partido quer alguém que o junte novamente, uma garota decepcionada quer um pedido de desculpas e alguém com saudade quer um abraço de reencontro.. Só que muitas vezes nossos desejos não se realizam e precisamos saber lidar com isso. Quantas vezes vocês foram dormir esperando uma mensagem dizendo que tudo não passou de um erro? Quantas vezes vocês sonharam com abraços calorosos e com declarações inesperadas? Quantas vezes vocês seguraram o passado com suas mãos até que suas forças se esgotassem e ele fosse embora como quem nunca veio? Foram inúmeras vezes, eu sei disso. Temos a estranha mania de achar que só porque uma pessoa permaneceu tempo suficiente em nossas vidas isso a torna a pessoa certa.Não, não e não! Pessoas certas não existem, todos temos nossos problemas e erramos mais que acertamos. Temos que entender que os caminhos são inúmeros e que não iremos caminhar sempre de mãos dadas. Portanto fique o tempo que for necessário embaixo das cobertas, coma todos os potes de sorvete que ver pela frente e assista todas as comédias românticas possíveis. Dê um tempo para você se aceitar como alguém que vai precisar caminhar sozinha sem ninguém pra te segurar e se levante só quando estiver forte o suficiente. Aquelas que se levantam sem ter se recomposto acabam mostrando ao mundo o quanto estão tristes; forçar felicidade é a forma mais eficaz de mostrar sua tristeza. Não adianta forçar sorrisos, fingir desapego ou tentar suprir a falta de alguém com a presença de um outro qualquer. Uma hora você vai se dar conta de que não precisa de ninguém que não queira estar ao seu lado. Vai perceber que é possível ser feliz sozinha e que não adianta segurar o passado porque um dia ele se vai. Vai se arrepender de ter borrado o rímel por um idiota e vai calçar seu salto alto. É, acho que chegou a hora de dar a volta por cima.
Ele te olha com o canto do olho esquerdo, esboça um sorriso enorme e você jura que a oitava maravilha do mundo acaba de aparecer em sua frente. Ele te vê como ninguém, te toca como jamais alguém te tocou e diz as coisas mais estúpidas do mundo que nunca antes soaram tão corretas. Ele tem um perfume adocicado que você sempre achou tão gay, mas que agora corre maratonas para sentir essa droga novamente. Ele te liga duas da manhã pra dizer que torceu o pé jogando futebol e te faz morrer de preocupação. Ele abraça as amigas, troca torpedos com conhecidas e cumprimenta todas as loiras oxigenadas e morenas esculturais que passam na frente dele. Ele não tem planos para o futuro enquanto você sonha em cursar medicina. Ele não é o cara certo pra você, e você sabe disso. Ele não tem notas altas no colégio, não tem compromisso com porcaria nenhuma e te acorda todo o sábado de madrugada para conversar no celular. Suas amigas reviram os olhos quando você fala dele, sua mãe não suporta ouvir o nome dele e você jura que tudo isso não passa de diversão. Mas no fundo, admite vai… No fundo você sabe que ama cada milímetro daquela carcaça de idiota que ele faz questão de exibir. A voz dele te dá arrepios, as piadas que ele conta para os amigos faz dele o cara mais engraçado do mundo e toda a imperfeição dele te deixa louca. Você o leva a sério demais. E quando ele puxa a tua cintura para si mesmo, você gostaria de pedir para que ele ficasse. Você tem medo de que ele te deixe como já deixou tantas outras antes, você tem medo de encarar aqueles olhos escuros e desmoronar, tem medo de que ele não pense duas vezes antes de te derrubar. Você tem medo de que ele passe a se machucar e não te ligar mais; que ele não te acorde mais, mesmo quando você tem prova no dia seguinte. Você realmente não quer que ele vá embora, certo? Mas você sabe que ele vai. Sempre vai. Ele sempre te deixa. E nenhuma parte tua consegue se importar com isso e interromper o ciclo. Você quer mais. Mesmo sabendo do fim. Porque de certa forma, ele vale a pena.
–(Source: icanbeyourcocaine)
Via Seja feliz, por você
Meu problema é esse, ninguém é bom o suficiente para mim, e se é, ou eu não quero, ou ele que não me quer. Nós mulheres somos bastante inteligentes, mas quando se trata de homens, nos tornamos tão burras. Afinal, qual é o nosso problema? Falta de senso, só pode. Temos que colocar na cabeça que o cafajeste jamais vai se tornar o homem perfeito, que o galinha não vai querer apenas uma, que o idiota não vai deixar de te magoar. Sei bem que homens não são iguais, mas quando mais de um nos machuca, parece que o resto da espécie fará o mesmo. É complicado. A primeira vez que me apaixonei, eu era melhor amiga de dois garotos. Um que ficava do meu lado, me protegendo, me enchendo de presentes e dizendo o tempo todo que me amava. Enquanto o outro não estava nem aí, me esnobava, vivia pedindo opinião sobre garotas, e nunca prestava atenção em mim. Adivinha por que eu me apaixonei? Ta aí, nós mulheres somos mesmo masoquistas. Amamos sofrer. As vezes penso que a felicidade está do nosso lado, mas optamos pelo o caminho mais complicado, e outras vezes penso que não era mesmo para ser. Fim. Acho que é isso. A vida nos coloca em dificuldades para entendermos que o melhor ainda está por vir, ou não. Talvez ele não seja um príncipe, perfeito, e que chegará de cavalo, mas quem sabe ele seja um idiota, que chega de mansinho, e me arranca sorrisos todos os dias né?!
Pretendo ser bastante breve.
Até porque eu não tenho palavras bonitas para lhe falar.
É apenas um pedido de pra sempre.
Mesmo que o pra sempre, sempre acabe,
e o que é eterno dure um segundo.
Eu queria lhe propor a dormir do lado da cama com o mesmo cobertor que eu;
me empreste o seu peito para que eu possa usar de travesseiro enquanto você mexe no meu cabelo?
Divida o guarda-roupa comigo, mesmo que eu tenha mais roupas que você?
Pode deixar a toalha em cima da cama, para que eu me irrite e você faça cosquinhas em mim, e no fim, terminamos tudo isso com um beijo.
Podemos viajar para a praia nas férias só eu e você,
E no natal você enfeita a árvore todo confuso por não saber como fazer aquilo, enquanto eu fico rindo da sua cara?
Podemos ter três ou dois filhos, você quem sabe.
Quero que você os coloque para dormir e depois nós dois assistiremos um filme juntinhos.
Quero que você use uma aliança de prata no seu dedo direito, e no dia mais especial da minha vida você a troque por uma de ouro na outra mão.
Podemos comer pizza por uma semana inteira se você quiser.
Em resumo eu queria ter uma vida com você.
Mesmo que ela não fosse perfeita, se fosse com você seria o bastante.
Por isso eu te proponho:
Você aceita ver o por-do-sol comigo todas as tardes?
Aceita me dar o seu sobrenome?
Aceitar se casar comigo?
E viver feliz para sempre?
